A tirania da liberdade

Vivemos em uma época aparentemente muito mais leve, libertadora e cheia de novas possibilidades. Mas estamos realmente cientes das consequências de tudo isso ?

Há algum tempo, quando via empresas (startups), pessoas e famílias totalmente libertárias sempre tive um sentimento muito positivo, de que finalmente estávamos chegando a uma ordem social onde poderíamos ser nós mesmos e explorar todas nossas possibilidades. Hoje, vejo com certo receio. Receio de que não estamos plenamente preparados para tudo isso.

Isso porque liberdade gera insegurança. E para lidar com inseguranças precisamos de maturidade.

Se estamos em um ambiente totalmente livres, para fazer o que quiser, quando quiser, sem nada que nos conecte a nada, não estamos, senão, perdidos ?  Quantos de nós consegue realmente conviver com isso ?

Uma criança com total liberdade se sente não amada, desamparada e eternamente ansiosa. E quantos de nós viramos realmente adultos algum dia ?

Não estamos sempre buscando  nos conectar(e nos aprisionar) a pessoas, locais e atividades ?

Liberdade exige maturidade, você e sua empresa estão preparados para ela ?

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A busca pela decisão perfeita

Buscamos sempre tomar as melhores decisões, com o máximo de informações possíveis, contemplando todos os cenários imagináveis. Errado.

Tomar decisões com a certeza de que são as melhores custa muito caro. Geralmente custa muito tempo e muita energia. E o principal: o custo de não tomar uma decisão é enorme.

Quando você não toma uma decisão você:

  • Está preso em cenários anteriores e em todas as possibilidades que ainda existem
  • Não consegue se dedicar a sua decisão
  • Transmite insegurança a si mesmo e a toda equipe
  • Não está coletando informações essenciais para as próximas decisões que aparecerão
  • Você está no limbo, perdido

O interessante é esse paradoxo no qual, ao entrarmos em um estado que precisamos tomar uma decisão, permanecemos nele por muito tempo, simplesmente pelo medo de não tomar a melhor.  Mas a decisão imperfeita geralmente não é tão ruim quanto o estado de limbo.

Tome decisões, mais rápido e mais frequentemente.  A decisão perfeita custa muito caro.  Ela pode nem estar correta. A  imperfeita geralmente é boa o suficiente.

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Por que remunerar a colaboração tem sido um fracasso

Assim que apareceram os primeiros sinais de que os serviços colaborativos teriam grande impacto sobre o modo com que se via e vivia a Internet, muita gente imaginou que poderia ir um pouco além: remunerar usuários para que eles estivesem mais dispostos a colaborar em alguns ambientes ao invés de fazê-lo em outros.

Na Wikipedia, por exemplo, as pessoas não ganham nada para postar e gerar conteúdo. Então, se eu criasse um serviço que pagasse o usuário por isso, ele preferiria contribuir em meu ambiente em detrimento de fazer isso na Wikipedia.  Faria sentido, parecia óbvio, mas foi um fracasso.

A principal razão aí é que não foi considerada a única grande variável que importa nessa questão: o comportamento humano.  Quando falamos de colaboração espontânea na web, estamos em uma esfera compotamental totalmente diferente de quando estamos sendo remunerados. Em geral, aceitamos perfeitamente realizar alguma tarefas gratuitamente simplesmente por um prazer social, como ajudar um vizinho em apuros, um desconhecido na rua. Isso nos torna “superiores” e de alguma maneira, torna a sociedade em débito conosco. Mas quando somos remunerados por isso, acionamos algum mecanismo que não nos permite fazer a mesma coisa sem que passemos por um filtro de avaliação de “trabalho vs remuneração”. O prazer, o senso de superioridade e débito desaparecem completamente e então entramos em um campo onde a remuneração de inexistente, passa a precisar ser alta o suficiente para que justifique nosso trabalho.

Em outras palavras, ou se paga muito, ou não se paga nada. E, de fato, a maioria dos serviços que tratam com remuneração da colaboração estão passando, de promessa inquestionável, ao fracasso inevitável.

Essa e outras idéias de como alguns mecanismos humanos funcionam, bem ilustrados, com diversos exemplos e experimentos, estão no livro de Dan Ariely: Previsivelmente Irracionail


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Como escolher nomes na Era das mídias sociais

Em um mundo cada vez mais fragmentado e interconectado, conseguir saber quando, quem e onde estão falando de você, da sua marca ou mesmo de seus concorrentes pode ser uma vantagem estratégica enorme. A grande vantagem dos sistemas atuais é a possibilidade de encontrar essas informações através de buscas. Entretanto, tal vantagem só pode ser considerada se você de fato consegue encontrar as informações.  A questão é que, se você escolher um nome muito comum para seu produto, campanha ou empresa, uma palavra que possa ser usada em muitos outros conceitos e situações do dia-a-dia, você terá muita dificuldade em encontrar as informações que realmente procura.

Por isso é tão importante escolher nomes que possam ser “tagueados” de forma única em campanhas, produtos e nomes em geral. Você nunca sabe quando precisará encontrá-los nas mídias sociais. E um dia você certamente irá.

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Generalização é a alma do negócio

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No último Social Media Brasil falei sobre “4 erros estratégicos simples cometidos na criação de redes sociais” (corporativas) e um usuário, via twitter, questionou meu slide  “Não faça o usuário pensar. Ninguém gosta de pensar”, por estar generalizando a questão.  Achei ótimo, pois era exatamente disso que eu estava falando: generalização como estratégia para executar projetos de sucesso.

O que a maioria de empreendedores e criadores de produtos procuram é escala. Um modelo de negócios que tenha escala permite crescer o faturamento sem crescer a estrutura na mesma proporção.  Um produto é, em essência, uma tentativa de se conseguir escala, desenvolvendo-o apenas uma vez e replicando-o sem custos adicionais. E como se consegue escala ? Generalizando.

A generalização é o resultado da descoberta de padrões que são comuns a um grupo de pessoas ou processos. Aí você tem uma possibilidade de ganho de escala. E esse então deve ser seu foco, atender a essas pessoas. A quem eventualmente não se aplicar não importa.  Deixar de generalizar pode ser um erro muito grave.

Por isso, repito mais uma vez: não se deve tentar agradar a todas as pessoas a todo o momento. Pelo menos criando negócios e produtos de Internet.

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Case Blogblogs: a web colaborativa é perigosa

A liberdade e colaboração na web é como um megafone. Para ações bem realizadas, a colaboração funciona como um propulsor para levar sua mensagem ao número máximo de pessoas. O problema é quando as ações não saem exatamente como esperado e não são bem aceitas pelos usuários. Aí fica extremamente perigoso, pois o poder de destruição da web também é muito grande.

O caso BlogBlogs está ocorrendo exatamente nesse momento (10 Dez 2008, 11:30). Como estratégia de divulgação do novo site, foi colocada uma tela de manutenção que simulava o site hackeado, um aviso de que aquilo era brincadeira e um link que levava a um live stream do escritório da empresa.

O problema é que muita gente não gostou. Não vou entrar no mérito de julgar a ação, mas o fato é que muita gente não gostou nem um pouco. E aí começaram uma série de comentários no twitter e no livechat destruindo a credibilidade do Blogblogs. O negócio ficou feio. No chat, muitos xingamentos, brigas. No twitter, muitos criticando a ação e alguns até prometendo retirar os widgets dos seus blogs.

Diante disso, temos que repensar alguns fatos, antes de lidar com estratégias arriscadas na web 2.0:

1. Existem evangelizadores assim como existem “destruidores” (trolls). Reclamar não adianta, você deve lidar com o fato. Procurar fazer algo que incentive os evangelizadores e acalme os “destruidores”.

2. Ações não funcionam para todos os grupos de pessoas(usuários). A ação do BlogBlogs não foi bem entendida por todos que visitaram o site. Claro, pois quem mais acessa o site são leitores e não blogueiros. E o leitor em geral não entendeu. Então você atingiu a todos os usuários (eventualmente retirando credibilidade do serviço) e esperando atingir pequena parte deles.

3. Destruir é mais fácil que construir. Uma ação que tem um risco igual de ser destrutiva e construtiva, deve cair no lado destrutivo.

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Porque ter um “produto melhor” é irrelevante

A compra de um produto é uma decisão emocional. Depois racionalizamos e justificamos nossas escolhas, fazendo que pareça que tenha sido uma escolha racional. Por isso, o caminho comum: mais funcionalidades -> melhor produto -> mais vendas está errado. A única coisa que precisamos é que o produto tenha funcionalidades e qualidades suficientes(base) para que possamos justificar nossa escolha emocional.

Por isso que, em uma época em que os celulares estavam brigando por quem tinha mais funcionalidades, aparece um Iphone, com metade das funcionalidades e abocanha grande parte do mercado. Apple vende estilo e tem um ótimo produto, com um ótimo design, para justificar isso.

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Porque a colaboração está virando uma bolha

Momentos de extrema euforia em torno de algum assunto ou tendência criam bolhas, ou seja, o otimismo se torna tamanho que o investimentos nessas iniciativas se torna irracional. Infelizmente isso está acontecendo em relação a colaboração na web2.0.

Todo mundo está acreditando na colaboração, de modo sistemático e cego, como se fosse algum tipo de mágica que, a partir do nada, coisas maravilhosas acontecem. Não é bem assim. Colaboração acontece em momentos e ambientes bem propícios e específicos. Não é uma das maiores facilidades, mas uma das maiores dificuldades da web 2.0.

Algums mitos da colaboração:
- colaboração dá lucro naturalmente.
- colaboração acontece naturalmente e cresce exponencialmente em sistemas desenvolvidos para isso.
- funcionalidades colaborativas = colaboração
- todas as pessoas vão colaborar, se puderem

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Comunicação, colaboração e agilidade

Se eu fosse resumir métodos ágeis em poucas palavras seria: “comunicação, colaboração e agilidade”. Isso que dizer: se você não está comunicando-se bem, está errado. Se não está colaborando, está errado. Se está lerdo, preso a processos, também.

Nas última década arquitetos e times de programadores de software têm entendido que para construir produtos realmente relevantes, é necessário uma abordagem diferente do que vinha sendo aplicado nas décadas anteriores. Produtos são organismos que precisam de constante mudança, colaboração e comunicação constante de usuários e time de desenvolvimento e, acima de tudo, serem funcionais. Em tempos onde as empresas precisam inovar, se adaptar e colaborar interna e externamente, entregando resultado, tem tudo a ver.

As 4 bases do manifesto ágil, que podem ser aplicadas a empresas:

Individuals and interactions over processes and tools

A criação, reflexão e visão vs Processos engessados.

Working software over comprehensive documentation

Entregar valor vs Plano de negócios e pesquisas de mercado.

Customer collaboration over contract negotiation

Engajar/Colaborar vs Contratar/Vender/Cobrar

Responding to change over following a plan

Responder às mudanças vs Seguir o plano original

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Empresas ágeis

Software é muito parecido com empresas. Em tempos de necessidade de inovação constante, mudanças abruptas de mercado em espaços curtos de tempo, se aproxima ainda mais. Usar a experiência trazida pelo mundo do software lidando com projetos de modo ágil, para o mundo da gestão é um caminho natural, mas que poucas empresas parecem estar seguindo.

Foi essa a conversa que tive com o Diego, há algum tempo atrás, quando ele me disse que havia lido uma matéria sobe o assunto na HSM Management.

O mundo do software tem sido revolucionado com o surgimento dos chamados métodos ágeis de desenvolvimento. Software de melhor qualidade, voltado a criar valor para pessoas e principalmente, a mudar frequentemente está sendo cada vez mais realidade. E por que empresas assim também não são possíveis ?

No próximo post, um pouco mais sobre a filosofia dos métodos ágeis e porque é tão difícil implementá-los em equipes acostumadas com o paradigma antigo. Nos softwares e nas empresas

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