December 10th, 2008
A liberdade e colaboração na web é como um megafone. Para ações bem realizadas, a colaboração funciona como um propulsor para levar sua mensagem ao número máximo de pessoas. O problema é quando as ações não saem exatamente como esperado e não são bem aceitas pelos usuários. Aí fica extremamente perigoso, pois o poder de destruição da web também é muito grande.
O caso BlogBlogs está ocorrendo exatamente nesse momento (10 Dez 2008, 11:30). Como estratégia de divulgação do novo site, foi colocada uma tela de manutenção que simulava o site hackeado, um aviso de que aquilo era brincadeira e um link que levava a um live stream do escritório da empresa.
O problema é que muita gente não gostou. Não vou entrar no mérito de julgar a ação, mas o fato é que muita gente não gostou nem um pouco. E aí começaram uma série de comentários no twitter e no livechat destruindo a credibilidade do Blogblogs. O negócio ficou feio. No chat, muitos xingamentos, brigas. No twitter, muitos criticando a ação e alguns até prometendo retirar os widgets dos seus blogs.

Diante disso, temos que repensar alguns fatos, antes de lidar com estratégias arriscadas na web 2.0:
1. Existem evangelizadores assim como existem “destruidores” (trolls). Reclamar não adianta, você deve lidar com o fato. Procurar fazer algo que incentive os evangelizadores e acalme os “destruidores”.
2. Ações não funcionam para todos os grupos de pessoas(usuários). A ação do BlogBlogs não foi bem entendida por todos que visitaram o site. Claro, pois quem mais acessa o site são leitores e não blogueiros. E o leitor em geral não entendeu. Então você atingiu a todos os usuários (eventualmente retirando credibilidade do serviço) e esperando atingir pequena parte deles.
3. Destruir é mais fácil que construir. Uma ação que tem um risco igual de ser destrutiva e construtiva, deve cair no lado destrutivo.
October 31st, 2008
A compra de um produto é uma decisão emocional. Depois racionalizamos e justificamos nossas escolhas, fazendo que pareça que tenha sido uma escolha emocional. Por isso, o caminho comum: mais funcionalidades -> melhor produto -> mais vendas está errado. A única coisa que precisamos é que o produto tenha funcionalidades e qualidades suficientes(base) para que possamos justificar nossa escolha emocional.
Por isso que, em uma época em que os celulares estavam brigando por quem tinha mais funcionalidades, aparece um Iphone, com metade das funcionalidades e abocanha grande parte do mercado. Apple vende estilo e tem um ótimo produto, com um ótimo design, para justificar isso.

October 29th, 2008

Momentos de extrema euforia em torno de algum assunto ou tendência criam bolhas, ou seja, o otimismo se torna tamanho que o investimentos nessas iniciativas se torna irracional. Infelizmente isso está acontecendo em relação a colaboração na web2.0.
Todo mundo está acreditando na colaboração, de modo sistemático e cego, como se fosse algum tipo de mágica que, a partir do nada, coisas maravilhosas acontecem. Não é bem assim. Colaboração acontece em momentos e ambientes bem propícios e específicos. Não é uma das maiores facilidades, mas uma das maiores dificuldades da web 2.0.
Algums mitos da colaboração:
- colaboração dá lucro naturalmente.
- colaboração acontece naturalmente e cresce exponencialmente em sistemas desenvolvidos para isso.
- funcionalidades colaborativas = colaboração
- todas as pessoas vão colaborar, se puderem
October 27th, 2008

Se eu fosse resumir métodos ágeis em poucas palavras seria: “comunicação, colaboração e agilidade”. Isso que dizer: se você não está comunicando-se bem, está errado. Se não está colaborando, está errado. Se está lerdo, preso a processos, também.
Nas última década arquitetos e times de programadores de software têm entendido que para construir produtos realmente relevantes, é necessário uma abordagem diferente do que vinha sendo aplicado nas décadas anteriores. Produtos são organismos que precisam de constante mudança, colaboração e comunicação constante de usuários e time de desenvolvimento e, acima de tudo, serem funcionais. Em tempos onde as empresas precisam inovar, se adaptar e colaborar interna e externamente, entregando resultado, tem tudo a ver.
As 4 bases do manifesto ágil, que podem ser aplicadas a empresas:
Individuals and interactions over processes and tools
A criação, reflexão e visão vs Processos engessados.
Working software over comprehensive documentation
Entregar valor vs Plano de negócios e pesquisas de mercado.
Customer collaboration over contract negotiation
Engajar/Colaborar vs Contratar/Vender/Cobrar
Responding to change over following a plan
Responder às mudanças vs Seguir o plano original
October 21st, 2008

Software é muito parecido com empresas. Em tempos de necessidade de inovação constante, mudanças abruptas de mercado em espaços curtos de tempo, se aproxima ainda mais. Usar a experiência trazida pelo mundo do software lidando com projetos de modo ágil, para o mundo da gestão é um caminho natural, mas que poucas empresas parecem estar seguindo.
Foi essa a conversa que tive com o Diego, há algum tempo atrás, quando ele me disse que havia lido uma matéria sobe o assunto na HSM Management.
O mundo do software tem sido revolucionado com o surgimento dos chamados métodos ágeis de desenvolvimento. Software de melhor qualidade, voltado a criar valor para pessoas e principalmente, a mudar frequentemente está sendo cada vez mais realidade. E por que empresas assim também não são possíveis ?
No próximo post, um pouco mais sobre a filosofia dos métodos ágeis e porque é tão difícil implementá-los em equipes acostumadas com o paradigma antigo. Nos softwares e nas empresas…
October 6th, 2008
Da série gráficos auto-explicáveis:

Onde começar sua aplicação web 2.0
September 22nd, 2008

Existem 2 estratégias para negócios da web 2.0:
- Fazer um serviço geral, que pode ser Top500 algum dia e esperar para desenvolver o modelo de negócios futuramente, usando a relevância conquistada. (Google, Youtube, Myspace).
ou
- Fazer um serviço de nicho, que nunca vai ser um Top500 e desenvolver um modelo de negócios agora. (37signals, Yammer).
Entretanto, o que mais aparece é:
- Um serviço de nicho, que nunca vai ser um Top500, sem modelo de negócios e querendo estar no Top500.
Parece simples, mas são poquíssimos projetos que conseguem ter relevância, modelo de negócios e a abrangência necessária.