Esse blog mudou para shirakashi.com.br, mas esqueci de avisar….
Agora devem estar todos redicrecionando para lá.
Abs
Esse blog mudou para shirakashi.com.br, mas esqueci de avisar….
Agora devem estar todos redicrecionando para lá.
Abs
Tem gente que acredita em qualquer coisa. O Google disse que a intenção do Google Chrome é deixar a navegação mais rápida, para assim as pessoas fazerem mais buscas e ele lucrar mais. Que ele (o Google) vive da Internet e por isso ele quer fazer da rede um lugar melhor, mais seguro e mais rápido para seus usuários. Essa eu não engulo. Não dá. Talvez essa seja a proposta de valor do software, mas as intenções do Google são beeemmmm diferentes.
Nos próximos anos vamos ver uma grande batalha. Todo mundo quer ser a nova Microsoft.
Muita gente dá a receita pronta para o caminho do sucesso. E o pior, a maioria deles pode estar correto. Mas por que então tão pouca gente consegue chegar lá ? O problema é que sabe-se o que fazer, mas não como. Vou explicar.
Muitos devem ter lido o livro “A Estratégia do Oceano Azul“, uma compilação popular de conceitos difundidos de posicionamento e proposta de valor como diferenciação. Lá, nesse livro simplório, está a fórmula: gere uma proposta de valor diferenciada. Parece fácil. Então você vai lá, e você trava. Por quê ? A razão é que mais cedo ou mais tarde, seja qual método você utilizar, você vai ter que lidar com, entender, o ponto central de tudo isso: as pessoas. Entender pessoas é entender mercados. E é necessário usar essa compreensão para fazer relações de causa e efeito essenciais. Não adianta nada entender o que é uma proposta de valor se não consegue entender o que é valor para as pessoas, abstrair necessidades implícitas e latentes. Enfim, entender melhor o ser humano.
O caminho está aí, escancarado, mas poucas pessoas entendem o que realmente interessa para conseguir traçá-lo. Percepção são nossos olhos, num mundo onde nos livros estão somente os mapas.
“As melhores idéias de marketing são produtos e serviços, NÃO anúncios. Faça produtos, crie serviços tão fantásticos que grupos de pessoas queiram falar a respeito.”
Esse texto é uma das respostas de Seth Godin para Ricardo Jordão do BizRevolution, com uma das afirmações que considero mais verdadeiras para o mundo atual. Também levanto essa bandeira. Na web 2.0, acredito é no produto, o carro chefe que leva ao sucesso. Publicidade, RP, preço podem ser irrelevantes no caso de um produto ruim ou excelentes propulsores quando o produto é matador. Fica para um próximo post os comentários sobre o que é um produto realmente matador.
Enfim, a entrevista em si é muito boa, vale com certeza a leitura. Quebra Tudo!!
Esse post é em homenagem a esse ótimo post do Ubiratan, também reportado no blog-de-links do Diego.
Hoje em dia é modinha ter Wii, jogos de tabuleiro, mesa de sinuca e tudo mais para motivar os funcionários. Alguns até filmam e colocam na net. Até aí tudo bem. Mas achar que isso é gestão de pessoas, que isso traz resultados diretos para a empresa e para os funcionários é outra história.
Gestão de pessoas é outra coisa. Não adianta nada todo esse arsenal de motivação se os funcionários não estão nem aí para o que a empresa faz, não sabem e nem se envolvem com sua estratégia, proposta, valores. Ou seja, se não sentem que a empresa faz parte da vida deles e que aquilo é um ambiente de aprendizado mútuo. O que segura um bom funcionário é seu envolvimento direto com a empresa e não com seu salão de jogos.
Uma empresa com recursos de motivação, mas sem gestão de pessoas é como uma mulher bonita e burra. Só é útil para mostrar para os outros.
Ter um Wii para os funcionários é desejável, mas é maquiagem, perfumaria.
Observando o mundo coorporativo por aí, é notável a incrível habilidade que muitos gerentes apresentam em “tirar o seu da reta”. Parece até uma arte.
A explicação é muito simples: o medo de fazer algo errado é maior que a coragem de se arriscar em algo inovador. As pessoas são assim, são movidas mais pelo medo do que pela vontade de superação. Se algo der errado, é preciso dividir (ou acabar com) as responsabilidades.
Aí que entra a arte de tirar o seu da reta: contratanto “o maior e mais tradicional” fornecedor, contratando uma “consultoria independente” ou desenvolvendo “pesquisas” para demonstrar “resultados fabulosos”. Se algo der errado e alguém criticar suas escolhas, ele estará amparado pelo padrão do mercado.
Esse é um dos motivos pelos quais a faixa média da pirâmide organizacional é uma grande inimiga das inovações.
O lançamento do novo Iphone a US$199 vem gerando um bafafá enorme por aí. Estão falando até que o Iphone será a nova plataforma móvel!
Mas vamos pensar direito nisso aqui. Um produto apple é diferenciação, estilo, status. A qualidade e recursos do produto são apenas uma base para justificar racionalmente uma ação emocional: a compra de um Iphone. Ninguém comprou o Iphone exatamente por causa de seus recursos e design, mas todo mundo justificou com isso. Não tinha nem 3G, não aceita SDs e vendeu igual água. É diferenciação, estilo, status.
Um Iphone a US$199 não está indo diretamente contra isso ? É massificação, padronização. Daqui a algum tempo, classe C e D estarão com Iphones na mão. As pretensões de torna-lo um produto extremamente popular fazem sentido ? É possível, realmente, alguém se tornar o “Windows” dos celulares ?
Não estou fazendo previsões. É difícil e pretencioso prever o futuro. Estou observando o presente.

Cenário:
CEO: “Vamos usar nossa base de dados e integrar com a base de 1 milhão de usuários do XXX, capturar essa oportunidade e gerar milhões!!! Olha que incrível sinergia!! Sucesso!!”
Criança: “Nossos usuários precisam disso ? Gostariam disso ?”
CEO: “Não importa, se 10% aderirem já seremos ricos.”
Criança: “Acho que nao é bem assim. Não é tão fácil assim. Nossos usuários precisam disso ?”
CEO: “Não importa, se 5% aderirem já seremos ricos!!”
Resultado: FAIL!
Parece ridículo, mas esse erro básico acontece todos os dias, em todos os lugares. É o jeito fácil de (não) fazer negócios. Pensar em “parcerias estratégicas” é mais fácil do que pensar em posicionamento e inovação.
Mais uma para o mundo das contas fáceis.