Archive for February, 2008

A inteligência coletiva é conservadora

wisdom_crowds.jpg

Em tempos de Web2.0 muito se fala de inteligência coletiva e sabedoria da mutidões. Realmente, uma construção sem precedentes de conhecimento vem sendo produzida e compatilhada, com uma qualidade indiscutível. Basta citar o maior caso da atualidade: a Wikipedia.

Entretanto, a inteligência coletiva não é capaz de inovar. As sementes da inovação, a criatividade, a loucura, o aleatório, o nonsense, não estão fortemente presentes na inteligência coletiva. A sabedoria das multidões é muito boa em otimizar sistemas, desenvolver sistemas racionais, documentar e aproveitar ao máximo o senso comum, prover e desenlvolver idéias tidas como corretas. Mas idéias malucas fora do senso comum são descartadas pelo coletivo pois, a princípio, não são corretas.

Como seria um quadro desenhado e revisado por diversos pintores do mundo inteiro ? Talvez fosse tecnicamente perfeito. Mas estaria a altura de um picasso ? Hoje, o grande adversário da inteligência coletiva são a criatividade e inovação, que contam com uma grande arma mágica: o inesperado.

Comments (1)

RSS para as massas é um fracasso

rss1.png

Já disse isso pessoalmente a alguns blogueiros em barcamps, blogcamps, etc.

Muita gente já tentou explicar para muita gente o que é RSS. Não adianta, um usuário comum não vai entender. XML? URL? RSS? ATOM? FEED? Esqueça. Sob esse ponto de vista e considerando a utilização proporcional do RSS entre os usuários de internet, em vários anos de existência, não tem como considerar o RSS um sucesso de utilização em massa. E nunca vai ser, da maneira com que é “vendido” hoje. Sucesso é “email”, “orkut”, “site”, “fórum”.

Feeds são infraestrutura e não ferramentas. São a base tecnológica que pode servir para a construção de um conceito, de acompanhar acontecimentos de modo descentralizado. Os “feeds” (atualizações dos amigos) do Orkut e Facebook são bons exemplos de implementação do conceito, que poderia utilizar RSS ou ATOM como infraestrutura.

Por esse motivo os próximos navegadores devem vir com um suporte que permita utilizar essa base tecnológica. Um botão “acompanhar atualizações dessa página” com uma barra lateral que mostra essas atualizações de modo simples, poderia ser uma opção. Mas sai pra lá com essa de “RSS”, “FEED” e cia ltda.

Comments (16)

Steve Johnson no roda viva

Steve Johnson vai estar no roda viva do dia 01 de março 25 de fevereiro, segunda feira, na cultura, às 22:40.

É ele que está dizendo por aí que os jovens estão ficando mais inteligentes por causa dos jogos e da internet.

Um trecho da entrevista:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eAaMv6cxurs]

Comments (2)

Os mitos da Web 2.0

web2.jpeg

1. Na Web 2.0 todos geram conteúdo

Mentira. Na web 2.0, 1% gera conteúdo, 10% interage, e 89% apenas consome. Estou cansado de ver sistemas que esperam que todos usuários interajam de alguma forma. Além disso 1% das pessoas é muita gente.

2. Na Web 2.0 as pessoas gostam de se ajudar.

Mentira. As pessoas interagem por motivos pessoais, seja um por reconhecimento ou por um ganho específico pessoal. Não espere que elas façam algo sem a esperança de ganharem algo em troca.

3. Na Web 2.0 o segredo é o mercado de nicho.

Mentira. Os grandes players da Web 2.0, com algumas exceções, não são exatamente de mercados de nicho. Para atacar nichos, deve-se escolher uma cauda longa o suficiente para se ter alguma escala. Criar uma comunidade para “pescadores do mar mediterrâneo” não vai resultar no novo Google.

Comments (13)

Design do myspace é muito bom

myspace_brasil.gif

Todo mundo fala da feiura indiscutível do Myspace. Vou fazer um papel aqui quase suicida, onde defendo que o design do Myspace é muito bom.

Meu argumento é que design bom é design que funciona. Simples assim. Então por esse ponto de vista, um design feio, horrível, mal organizado, que não passaria em qualquer teste de usabilidade pode ser um bom design. Meu pensamento é esse, e parece ridículo até para mim.

Mas vamos olhar as coisas de outro ponto de vista. O design feio e desorganizado do Myspace não teria ajudado a reforçar o senso de comunidade, caos e desorganização do conteúdo gerado pelo usuário, dando personalidade e pessoalidade às suas páginas ? Também, não teria sido seu bug no design que permitiu que as pessoas alterassem cores e formatos em suas páginas e permitindo que superasse o então líder Friendster ? Além disso, não foi esse mesmo design horripilante e deorganizado que contribuiu para que o Myspace se tornasse uma plataforma de improvisação, permitindo a criação de perfis de músicos, artistas, filmes e empresas ?

Se sim, então o design do myspace não é um design que funciona ?! Então, o design do myspace é muito bom.

c.q.d.

Comments (6)

Brainstorm não funciona

Walter Longo, mentor de inovação da Newcomm, antenadíssimo e muito experiente, em uma entrevista comentou sobre o uso do brainstorm como modo de criação. Tenho a mesma opinião que ele: se uma equipe é chamada desavisada para um brainstorm, não funciona.

Aqui está porque:

1. As pessoas precisam de tempo para pensar.


2. As pessoas têm dificuldade em dizer tudo o que pensam em público. Ainda mais em uma posição fragilizada em que não puderam organizar previamente suas idéias.


3. As pessoas ou pensam ou ouvem.


4.As pessoas não conseguem formular rapidamente contra-argumentações racionais para suas inquietações.

    Brainstorm funciona melhor se houver um tempo prévio para que todos possam pensar e articular suas idéias. Aí então se são expostas as idéias e todo o processo anda, de forma mais construtiva.

    [OFF]

    - Fui nomeado um dos Top empreendedores da blogosfera brasileira. Obrigado!

    - O Meiobit fez um apanhado de fotos de onde os blogueiros trabalham. Ficou muito legal.

    Comments (1)

    A web2.0 é recheada de influência social

    A potencialização das interações sociais permitida pela Web 2.0 traz questões que antes eram ignoradas pela maioria das pessoas responsáveis pelos serviços online. Uma delas é a influência social, a influência que sofremos de outras pessoas em nossas opiniões e percepções.

    Por muitas vezes, as classificações de usuários em serviços de web 2.0 sofrem influência direta das classificações anteriores de outros usuários. Isso pôde ser observado no Rec6, por exemplo. Notícias com certo número de votos têm mais chances de receber um novo voto. Ou seja, colocar uma notícia com um número fictício de votos, acima das demais, influencia a favor dessa notícia.

    Podemos imaginar então o poder da influência social dentro de comunidades virutais, digg, youtube e como esse fator a maioria das vezes ignorado tem agido sobre toda a web 2.0 e talvez possa explicar o surgimento de algumas personalidades e hypes na rede.

    .
    Leia mais sobre influência social e conheça experimentos interessantes realizados sobre ela nesse post do blog Anotações.

    [OFF]

    Estarei, como disseram Fabio Seixas, Cardoso e Thiago Melo, no Proxxima 2008

    Comments (4)

    Porque inovação não vem de pesquisa de mercado

    ipod-family.jpg
    É comum ouvir grandes organizações vangloriarem-se de produtos “inovadores”, quando na verdade não passam de progressões tecnológicas ou otimizações. Onde está a última inovação da microsoft ?! Surface ?!?! Rárá.

    Inovações mudam e criam mercados. Quem imaginaria que, dentre tantos mp3 players existentes há alguns anos atrás, poderia criar-se um aparelho com formato proprietário, sem tocador de rádio e mesmo assim levar a loucura milhões de consumidores ? Steve Jobs imaginou.

    Para onde uma pesquisa de mercado levaria uma empresa que desejasse entrar no mercado de mp3 players ? Com certeza, à criação de um aparelho com trocentos gb de armazenamento, recepção de rádio, talvez TV, compatível com diversos formatos e “muito mais”. Inovação zero.

    A verdade é que os pessoas não sabem o que querem. Quando questionados sobre melhorias ou diferenciais desejados em um determinado produto, provavelmente repetirão tudo o que já conhecem com um “mais” frente: “Mais memória”, por exemplo. Ou reclamarão sobre algo que já existe ou falta no produto. Ou seja, idéias inovadoras não saem da cabeça dos consumidores.

    Uma idéia inovadora nasce de uma necessidade oculta, percebida por quem vai muito além de uma pesquisa de mercado, se insere, imagina ou vive o dia-a-dia dos consumidores, com uma boa dose de intuição.

    Comments (3)

    Porque publicidade social não faz sentido

    Quando o Facebook anunciou seu novo sistema de publicidade houve um alvoroço quanto ao futuro da publicidade online e as possibilidades de se realmente ganhar dinheiro com a web 2.0. Bobeira. Publicidade social também não faz sentido, é tão invasiva quanto a publicidade online tradicional.

    • Quando você está no google, você está buscando ou comprando. Clicar no link é a intenção do usuário.
    • Quando você está no buscapé, você está buscando e comprando. Clicar no link é a intenção do usuário.
    • Quando você está em uma rede social você está socializando. Clicar no link não é sua intenção.

    Essa é a diferença.

    Comments (10)

    Início

    Olá

    Aqui é Renato Shirakashi, empreendedor do ano (2007) pela revista INFO. Este blog é um projeto descompromissado, um apanhado de idéias, uma, duas ou mais de mil, sem a mínima intenção de serem provadas ou aceitas. Na verdade esse blog é apenas um teste. Não tenho compromisso algum. Nem ao menos comprei um domínio para ele. Qualquer post pode ser o último.

    cachorro.jpg

    Se esse blog acabar e você quiser ler algo de qualidade, tente começar com:

    Techbits

    Tiago Doria

    Fabio Seixas

    BizRevolution

    Comments (3)