Archive for March, 2008

Há muita sorte entre os em empreendimentos de sucesso

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Assim como um jogador de poker, nenhum empreendedor gosta de dizer que seu sucesso depende da sorte. Realmente, o empreendedorismo, assim como o Poker, está longe de ser um jogo de azar. Mas não dá para ignorar o peso da sorte. Vou explicar.

Sorte em um empreendimento é estar no mercado correto na hora certa. A partir daí, um mínimo de competência de gestão pode transformar o negócio em um sucesso mundial. Gosto de considerar a Microsoft um caso típico desse fato, onde uma parceria inteligente com a IBM (mercado certo, na hora certa) e uma boa gestão seguinte fez a empresa se tornar a gigante de hoje. Mas existiu, de fato, empreendedorismo, inovação e reinvenção nesses mais de 20 anos de empresa ? Então poderia alguém, de uma hora para outra, sem perfil necessariamente inovador, montar um pequeno negócio despretencioso e se tornar um gigante mundial ? Sim, essa pessoa pode estar no mercado correto na hora correta sem saber.

Mas onde entra o espírito de inovação, empreendedorismo nessa história? Simples: pessoas com esse perfil conseguem captar com mais facilidade esses mercados e momentos. Conseguem jogar além da sorte, encontrando oportunidades onde a maioria das pessoas não encontra. Muitas vezes erram e por isso vemos todos os dias pessoas incríveis levando negócios nem tão promissores. Mas essa capacidade tem muito valor.

E tem gente que acerta direto. Steve jobs fez isso várias vezes na Apple. Niklas Zennström, do KaZaA, Skype e cia, também (lembrança do Diego). Evan Williams criou o Blogger, vendeu, criou o Odeo, se deu mal, criou o Twitter, sucesso de novo.

E o Google, qual é o caso de Sergey Brin e Larry Page ?

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Twitter nunca será um facebook, myspace, google …

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Muito se fala, em determinados nichos, do Twitter como a nova sensação do momento. Realmente, o twitter é fantástico, principalmente por fazer tudo o que faz em uma única tela, com posts de 140 caracteres. É um tiro certeiro, com ótima implementação. Pena que nunca será um Facebook, Myspace, etc…

É simples: ele não é tao abrangente como uma comunidade virtual generalista. Não estou falando da competência dos fundadores de fazer algo abrangente, mas sim que o conceito da ferramenta não permite.

O twitter é bom para pequenos grupos de amigos jovens que sempre mantém contato e profissionais de comunicação. Para outros tipos de relações, as comunidades virtuais generalistas são melhores. Não faz sentido manter um grau tão grande de conexão, atenção e interação com amigos que não sejam próximos, o que restringe bastante a abrangência da ferramenta.

Então, não dá para falar que ele baterá as atuais comunidades virtuais. Nem hoje, nem nunca.

PS.: Nem o friendfeed.

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Facebook não passa de um joguinho

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A possibilidade de inserir aplicações sociais no seu perfil do Facebook é fantástica. Muitas possibilidades se abrem e um novo paradigma começa a ser criado. Mas tudo tem seu preço. A complexidade tem seu preço.

As aplicações do Facebook, em sua grande maioria de carácter lúdico competem diretamente com aspectos sociais do site (scraps, fotos e vídeos). Nas atualizações da home, por exemplo, milhares aplicações de jogos competem diretamente e de igual para igual com meia dúzia relacionadas diretamente a scraps e fotos, o coração da socialização em redes sociais. Não era de se esperar menos do que a retração da socialização no Facebook. Os joguinhos matam a socialização do Facebook. O resultado é que o Facebook não é tão bom para se socializar online, como são o Orkut e o Myspace.

Não estou dizendo que esse mercado lúdico não seja interessante, é enorme, mas é muito mais frágil que o mercado de socialização. Todo mundo precisa de socialização em um nível mais básico do que as brincadeiras e jogos.

Acho que é possível, dentro de algum limite, ser complexo e parecer simples o suficiente. Veja o Microsoft Word, por exemplo, com milhares de funcionalidades ainda consegue manter o software utilizável por uma pessoa que quer fazer um simples texto. No Facebook quem quer apenas socializar, tem dificuldades. Espero que com o OpenSocial, o Orkut não siga o mesmo caminho…

Agora um vídeo interessante que está rolando por ai …

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=3ZzP_69ZTFk]

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Empreendedores 2.0 no Brasil

Captei alguns vídeos gravados no StartupCamp, através do Gafanhoto, onde os empreendedores dos principais serviços web 2.0 estão falando sobre seus produtos em um espaço curto de poucos minutos (ou segundos). É uma ótima oportunidade de conhecer quem está por trás de todas essas ferramentas:

BlogBlogs

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=CCq2ZVmioHI]

[Update] Boo-box

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=xFzOyJeC5ew]

Videolog

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=BF7LV9jHbn8]

Aprex

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=vbHb1opiok4]

Pagestacker

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=naMbkDkX3gw]

Boombust e Coworkers

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qLLxAzOUVVM]

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Internet não combina com Publicidade

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Recentemente, em um aquecimento para o Proxxima 2008, houve uma discussão sobre modelos de mídia (como canal de publicidade) que os blogs poderiam adotar. Acho que a publicidade online pode dar uns trocados, mas que não será, nos moldes atuais, interruptiva, o futuro do marketing online.

Cada vez mais pessoas usam internet, por muito mais tempo do que ouvem rádio ou assistem TV. Mas mesmo assim, a fatia de investimento em publicidade na internet é muito baixa, menor que a de rádio, quase 5%. Isso é um contrasenso, mas pode ser explicado muito facilmente: basta olhar seu filhinho de 13 anos acessar a internet. Ele não clica em anúncios, nem você. Os usuários de internet foram criados sob um modelo livre, de escolha, e repulsa a publicidade online. A interrupção da publicidade que funciona muito bem em outras mídias, não funciona na internet. Por isso os links patrocinados fazem sucesso, pois entenderam que o momento em que o usuário está propenso a ser atingido por publicidade é quando está buscando algo. Só. Por enquanto.

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Mídia online definitivamente em alta

Ou: mídia offline definitivamente em baixa.

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Saiu na Reuters do ultimo dia 29: “Nearly 70 percent of Americans believe traditional journalism is out of touch, and nearly half are turning to the Internet to get their news, according to a new survey.”

São números assustadores. Imagine agora como estão os veículos de comunicação offline diante dessa transformação. Em Novembro, o Grupo Estado lançou o limão, resultado de um investimento de R$50 milhões no primeiro ano, uma tentativa desesperada de entrar de cabeça nesse novo mercado.

Estamos todos diante do dilema da inovação.

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