Archive for April, 2008

Twitter e a síndrome do Orkut

Quando explicava as pessoas sobre o Twitter, sempre ouvia afirmações do tipo “que coisa inútil”, “essas pessoas não têm o que fazer?”. Era um pequeno esforço para explicar que sim, o Twitter poderia ser usado para fins mais produtivos do que simplesmente dizer o que se está fazendo no momento. Até escrevi um artigo no ano passado defendendo usos produtivos do twitter. Entretanto, assim como aconteceu no orkut, as mesmas pessoas que estavam utilizando o twitter de modo produtivo e informativo estão agora utilizando o serviço de forma mais pessoal, de entretenimento, dizendo o que estão comendo, avisando que acordaram mau humorados, e coisas desse tipo, sem muita relevância aos contatos não muito próximos.

Não sou contra a utilização do serviço como entretenimento e convívio social, acho que para grupos de amigos próximos funciona muito bem, estou observando que está acontecendo exatamente o que aconteceu com o Orkut. Em seu início, permitia uma troca de conhecimento maior e, com o tempo, esse aspecto foi sufocado pelo entretenimento e joguinhos. O Facebook também. Noise.

O fato é que algumas baboseiras estão sujando as informações realmente relevantes do Twitter. Embora eu tenha a opção de simplesmente parar de assinar algumas pessoas, isso pode ser inviável a partir do momento que esse comportamento se torne global dentro do site. Além disso, dentro de tanto barulho, pode haver alguma informação interessante que eu esteja perdendo.

Precisamos já, todos, de alguma coisa que transforme todo esse barulho(noise) em informação relevante (signal).

Continuo no Twitter, mas minhas expectativas já são outras.

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Influência dos blogs ainda não é tão grande

Em pesquisa divulgada pela Edelman, o Edelman Trust Barometer, com pessoas de 35-64 anos, em 18 países mostra mais uma vez que a influência de opinião sobre uma empresa/produto se dá muito mais por pessoas próximas e não tanto por pessoas influentes. Por esse motivo, os blogs aparecem com pouca influência na lista.

Talvez, se a pesquisa focasse em um público mais jovem, o resultado seria diferente.

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