Archive for empreendedorismo

A tirania da liberdade

Vivemos em uma época aparentemente muito mais leve, libertadora e cheia de novas possibilidades. Mas estamos realmente cientes das consequências de tudo isso ?

Há algum tempo, quando via empresas (startups), pessoas e famílias totalmente libertárias sempre tive um sentimento muito positivo, de que finalmente estávamos chegando a uma ordem social onde poderíamos ser nós mesmos e explorar todas nossas possibilidades. Hoje, vejo com certo receio. Receio de que não estamos plenamente preparados para tudo isso.

Isso porque liberdade gera insegurança. E para lidar com inseguranças precisamos de maturidade.

Se estamos em um ambiente totalmente livres, para fazer o que quiser, quando quiser, sem nada que nos conecte a nada, não estamos, senão, perdidos ?  Quantos de nós consegue realmente conviver com isso ?

Uma criança com total liberdade se sente não amada, desamparada e eternamente ansiosa. E quantos de nós viramos realmente adultos algum dia ?

Não estamos sempre buscando  nos conectar(e nos aprisionar) a pessoas, locais e atividades ?

Liberdade exige maturidade, você e sua empresa estão preparados para ela ?

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A busca pela decisão perfeita

Buscamos sempre tomar as melhores decisões, com o máximo de informações possíveis, contemplando todos os cenários imagináveis. Errado.

Tomar decisões com a certeza de que são as melhores custa muito caro. Geralmente custa muito tempo e muita energia. E o principal: o custo de não tomar uma decisão é enorme.

Quando você não toma uma decisão você:

  • Está preso em cenários anteriores e em todas as possibilidades que ainda existem
  • Não consegue se dedicar a sua decisão
  • Transmite insegurança a si mesmo e a toda equipe
  • Não está coletando informações essenciais para as próximas decisões que aparecerão
  • Você está no limbo, perdido

O interessante é esse paradoxo no qual, ao entrarmos em um estado que precisamos tomar uma decisão, permanecemos nele por muito tempo, simplesmente pelo medo de não tomar a melhor.  Mas a decisão imperfeita geralmente não é tão ruim quanto o estado de limbo.

Tome decisões, mais rápido e mais frequentemente.  A decisão perfeita custa muito caro.  Ela pode nem estar correta. A  imperfeita geralmente é boa o suficiente.

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Generalização é a alma do negócio

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No último Social Media Brasil falei sobre “4 erros estratégicos simples cometidos na criação de redes sociais” (corporativas) e um usuário, via twitter, questionou meu slide  “Não faça o usuário pensar. Ninguém gosta de pensar”, por estar generalizando a questão.  Achei ótimo, pois era exatamente disso que eu estava falando: generalização como estratégia para executar projetos de sucesso.

O que a maioria de empreendedores e criadores de produtos procuram é escala. Um modelo de negócios que tenha escala permite crescer o faturamento sem crescer a estrutura na mesma proporção.  Um produto é, em essência, uma tentativa de se conseguir escala, desenvolvendo-o apenas uma vez e replicando-o sem custos adicionais. E como se consegue escala ? Generalizando.

A generalização é o resultado da descoberta de padrões que são comuns a um grupo de pessoas ou processos. Aí você tem uma possibilidade de ganho de escala. E esse então deve ser seu foco, atender a essas pessoas. A quem eventualmente não se aplicar não importa.  Deixar de generalizar pode ser um erro muito grave.

Por isso, repito mais uma vez: não se deve tentar agradar a todas as pessoas a todo o momento. Pelo menos criando negócios e produtos de Internet.

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Comunicação, colaboração e agilidade

Se eu fosse resumir métodos ágeis em poucas palavras seria: “comunicação, colaboração e agilidade”. Isso que dizer: se você não está comunicando-se bem, está errado. Se não está colaborando, está errado. Se está lerdo, preso a processos, também.

Nas última década arquitetos e times de programadores de software têm entendido que para construir produtos realmente relevantes, é necessário uma abordagem diferente do que vinha sendo aplicado nas décadas anteriores. Produtos são organismos que precisam de constante mudança, colaboração e comunicação constante de usuários e time de desenvolvimento e, acima de tudo, serem funcionais. Em tempos onde as empresas precisam inovar, se adaptar e colaborar interna e externamente, entregando resultado, tem tudo a ver.

As 4 bases do manifesto ágil, que podem ser aplicadas a empresas:

Individuals and interactions over processes and tools

A criação, reflexão e visão vs Processos engessados.

Working software over comprehensive documentation

Entregar valor vs Plano de negócios e pesquisas de mercado.

Customer collaboration over contract negotiation

Engajar/Colaborar vs Contratar/Vender/Cobrar

Responding to change over following a plan

Responder às mudanças vs Seguir o plano original

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O caminho para o sucesso está escancarado

Muita gente dá a receita pronta para o caminho do sucesso. E o pior, a maioria deles pode estar correto. Mas por que então tão pouca gente consegue chegar lá ? O problema é que sabe-se o que fazer, mas não como. Vou explicar.

Muitos devem ter lido o livro “A Estratégia do Oceano Azul“, uma compilação popular de conceitos difundidos de posicionamento e proposta de valor como diferenciação. Lá, nesse livro simplório, está a fórmula: gere uma proposta de valor diferenciada. Parece fácil. Então você vai lá, e você trava. Por quê ? A razão é que mais cedo ou mais tarde, seja qual método você utilizar, você vai ter que lidar com, entender, o ponto central de tudo isso: as pessoas. Entender pessoas é entender mercados. E é necessário usar essa compreensão para fazer relações de causa e efeito essenciais. Não adianta nada entender o que é uma proposta de valor se não consegue entender o que é valor para as pessoas, abstrair necessidades implícitas e latentes. Enfim, entender melhor o ser humano.

O caminho está aí, escancarado, mas poucas pessoas entendem o que realmente interessa para conseguir traçá-lo. Percepção são nossos olhos, num mundo onde nos livros estão somente os mapas.

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Wii no trabalho não é gestão de pessoas

Esse post é em homenagem a esse ótimo post do Ubiratan, também reportado no blog-de-links do Diego.

Hoje em dia é modinha ter Wii, jogos de tabuleiro, mesa de sinuca e tudo mais para motivar os funcionários. Alguns até filmam e colocam na net. Até aí tudo bem. Mas achar que isso é gestão de pessoas, que isso traz resultados diretos para a empresa e para os funcionários é outra história.

Gestão de pessoas é outra coisa. Não adianta nada todo esse arsenal de motivação se os funcionários não estão nem aí para o que a empresa faz, não sabem e nem se envolvem com sua estratégia, proposta, valores. Ou seja, se não sentem que a empresa faz parte da vida deles e que aquilo é um ambiente de aprendizado mútuo. O que segura um bom funcionário é seu envolvimento direto com a empresa e não com seu salão de jogos.

Uma empresa com recursos de motivação, mas sem gestão de pessoas é como uma mulher bonita e burra. Só é útil para mostrar para os outros.

Ter um Wii para os funcionários é desejável, mas é maquiagem, perfumaria.

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A arte de tirar o seu da reta …

Observando o mundo coorporativo por aí, é notável a incrível habilidade que muitos gerentes apresentam em “tirar o seu da reta”. Parece até uma arte.

A explicação é muito simples: o medo de fazer algo errado é maior que a coragem de se arriscar em algo inovador. As pessoas são assim, são movidas mais pelo medo do que pela vontade de superação. Se algo der errado, é preciso dividir (ou acabar com) as responsabilidades.

Aí que entra a arte de tirar o seu da reta: contratanto “o maior e mais tradicional” fornecedor, contratando uma “consultoria independente” ou desenvolvendo “pesquisas” para demonstrar “resultados fabulosos”. Se algo der errado e alguém criticar suas escolhas, ele estará amparado pelo padrão do mercado.

Esse é um dos motivos pelos quais a faixa média da pirâmide organizacional é uma grande inimiga das inovações.


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Assim é fácil ….

Cenário:

CEO: “Vamos usar nossa base de dados e integrar com a base de 1 milhão de usuários do XXX, capturar essa oportunidade e gerar milhões!!! Olha que incrível sinergia!! Sucesso!!”

Criança: “Nossos usuários precisam disso ? Gostariam disso ?”

CEO: “Não importa, se 10% aderirem já seremos ricos.”

Criança: “Acho que nao é bem assim. Não é tão fácil assim. Nossos usuários precisam disso ?”

CEO: “Não importa, se 5% aderirem já seremos ricos!!”

Resultado: FAIL!

Parece ridículo, mas esse erro básico acontece todos os dias, em todos os lugares. É o jeito fácil de (não) fazer negócios. Pensar em “parcerias estratégicas” é mais fácil do que pensar em posicionamento e inovação.

Mais uma para o mundo das contas fáceis.

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Há muita sorte entre os em empreendimentos de sucesso

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Assim como um jogador de poker, nenhum empreendedor gosta de dizer que seu sucesso depende da sorte. Realmente, o empreendedorismo, assim como o Poker, está longe de ser um jogo de azar. Mas não dá para ignorar o peso da sorte. Vou explicar.

Sorte em um empreendimento é estar no mercado correto na hora certa. A partir daí, um mínimo de competência de gestão pode transformar o negócio em um sucesso mundial. Gosto de considerar a Microsoft um caso típico desse fato, onde uma parceria inteligente com a IBM (mercado certo, na hora certa) e uma boa gestão seguinte fez a empresa se tornar a gigante de hoje. Mas existiu, de fato, empreendedorismo, inovação e reinvenção nesses mais de 20 anos de empresa ? Então poderia alguém, de uma hora para outra, sem perfil necessariamente inovador, montar um pequeno negócio despretencioso e se tornar um gigante mundial ? Sim, essa pessoa pode estar no mercado correto na hora correta sem saber.

Mas onde entra o espírito de inovação, empreendedorismo nessa história? Simples: pessoas com esse perfil conseguem captar com mais facilidade esses mercados e momentos. Conseguem jogar além da sorte, encontrando oportunidades onde a maioria das pessoas não encontra. Muitas vezes erram e por isso vemos todos os dias pessoas incríveis levando negócios nem tão promissores. Mas essa capacidade tem muito valor.

E tem gente que acerta direto. Steve jobs fez isso várias vezes na Apple. Niklas Zennström, do KaZaA, Skype e cia, também (lembrança do Diego). Evan Williams criou o Blogger, vendeu, criou o Odeo, se deu mal, criou o Twitter, sucesso de novo.

E o Google, qual é o caso de Sergey Brin e Larry Page ?

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Empreendedores 2.0 no Brasil

Captei alguns vídeos gravados no StartupCamp, através do Gafanhoto, onde os empreendedores dos principais serviços web 2.0 estão falando sobre seus produtos em um espaço curto de poucos minutos (ou segundos). É uma ótima oportunidade de conhecer quem está por trás de todas essas ferramentas:

BlogBlogs

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=CCq2ZVmioHI]

[Update] Boo-box

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=xFzOyJeC5ew]

Videolog

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=BF7LV9jHbn8]

Aprex

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=vbHb1opiok4]

Pagestacker

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=naMbkDkX3gw]

Boombust e Coworkers

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qLLxAzOUVVM]

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