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Como escolher nomes na Era das mídias sociais

Em um mundo cada vez mais fragmentado e interconectado, conseguir saber quando, quem e onde estão falando de você, da sua marca ou mesmo de seus concorrentes pode ser uma vantagem estratégica enorme. A grande vantagem dos sistemas atuais é a possibilidade de encontrar essas informações através de buscas. Entretanto, tal vantagem só pode ser considerada se você de fato consegue encontrar as informações.  A questão é que, se você escolher um nome muito comum para seu produto, campanha ou empresa, uma palavra que possa ser usada em muitos outros conceitos e situações do dia-a-dia, você terá muita dificuldade em encontrar as informações que realmente procura.

Por isso é tão importante escolher nomes que possam ser “tagueados” de forma única em campanhas, produtos e nomes em geral. Você nunca sabe quando precisará encontrá-los nas mídias sociais. E um dia você certamente irá.

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Generalização é a alma do negócio

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No último Social Media Brasil falei sobre “4 erros estratégicos simples cometidos na criação de redes sociais” (corporativas) e um usuário, via twitter, questionou meu slide  “Não faça o usuário pensar. Ninguém gosta de pensar”, por estar generalizando a questão.  Achei ótimo, pois era exatamente disso que eu estava falando: generalização como estratégia para executar projetos de sucesso.

O que a maioria de empreendedores e criadores de produtos procuram é escala. Um modelo de negócios que tenha escala permite crescer o faturamento sem crescer a estrutura na mesma proporção.  Um produto é, em essência, uma tentativa de se conseguir escala, desenvolvendo-o apenas uma vez e replicando-o sem custos adicionais. E como se consegue escala ? Generalizando.

A generalização é o resultado da descoberta de padrões que são comuns a um grupo de pessoas ou processos. Aí você tem uma possibilidade de ganho de escala. E esse então deve ser seu foco, atender a essas pessoas. A quem eventualmente não se aplicar não importa.  Deixar de generalizar pode ser um erro muito grave.

Por isso, repito mais uma vez: não se deve tentar agradar a todas as pessoas a todo o momento. Pelo menos criando negócios e produtos de Internet.

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Case Blogblogs: a web colaborativa é perigosa

A liberdade e colaboração na web é como um megafone. Para ações bem realizadas, a colaboração funciona como um propulsor para levar sua mensagem ao número máximo de pessoas. O problema é quando as ações não saem exatamente como esperado e não são bem aceitas pelos usuários. Aí fica extremamente perigoso, pois o poder de destruição da web também é muito grande.

O caso BlogBlogs está ocorrendo exatamente nesse momento (10 Dez 2008, 11:30). Como estratégia de divulgação do novo site, foi colocada uma tela de manutenção que simulava o site hackeado, um aviso de que aquilo era brincadeira e um link que levava a um live stream do escritório da empresa.

O problema é que muita gente não gostou. Não vou entrar no mérito de julgar a ação, mas o fato é que muita gente não gostou nem um pouco. E aí começaram uma série de comentários no twitter e no livechat destruindo a credibilidade do Blogblogs. O negócio ficou feio. No chat, muitos xingamentos, brigas. No twitter, muitos criticando a ação e alguns até prometendo retirar os widgets dos seus blogs.

Diante disso, temos que repensar alguns fatos, antes de lidar com estratégias arriscadas na web 2.0:

1. Existem evangelizadores assim como existem “destruidores” (trolls). Reclamar não adianta, você deve lidar com o fato. Procurar fazer algo que incentive os evangelizadores e acalme os “destruidores”.

2. Ações não funcionam para todos os grupos de pessoas(usuários). A ação do BlogBlogs não foi bem entendida por todos que visitaram o site. Claro, pois quem mais acessa o site são leitores e não blogueiros. E o leitor em geral não entendeu. Então você atingiu a todos os usuários (eventualmente retirando credibilidade do serviço) e esperando atingir pequena parte deles.

3. Destruir é mais fácil que construir. Uma ação que tem um risco igual de ser destrutiva e construtiva, deve cair no lado destrutivo.

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Há algo de errado com a blogosfera brasileira

Há algo de errado com a blogosfera brasileira. A recente notoriedade que a blogosfera vem recebendo tem gerado algumas consequências interessantes. Vou citar rapidamente 4 delas:

A primeira é nítida queda da qualidade dos textos. Além disso, muitos bons blogueiros pararam de escrever. Os textos mais interessantes têm sido escritos por blogueiros “não famosos”.

A segunda é o bombardeamento de “posts pagos” e publicidade, muitos com resumos de eventos ou coisas parecidas, algumas vezes sem ligação nenhuma com o público do blog. [UPDATE] Recentemente, essa campanha veiculada no Brainstorm #9, dá sinais de que estamos chegando e passando do limite aceitável entre conteúdo e publicidade.

A terceira é o estreitamento do relacionamento entre os blogueiros, gerado pelos eventos presenciais e twitter, e que acabam convivendo com as mesmas informações e tendem a ter um mesmo ponto de vista. Enfim, acabam agindo em grupo.

A quarta é uma síndrome da grande mídia que começa a aparecer de modo geral. Agindo em grupo, parte da blogosfera acredita que pode determinar alguns caminhos que serão seguidos por outros milhares de usuários.

Luz amarela!

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Twitter chegando nas massas

Pelo que tenho observado, o twitter finalmente está chegando nas massas. Entretanto, acho que esse caminho não será tão fácil como foi a adoção pelos early adopters, já que assim como a tecnologia de feeds (rss e etc), ele não é tão abrangente e útil para as massas. Além disso, enfrentará concorrência indireta de comunidades virtuais como orkut e facebook, que aos poucos vêm implementando o conceito de assinaturas e atualizações.

Minha aposta continua sendo que ele não será um fenômeno nas proporções de myspace e facebook.

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Facebook não passa de um joguinho

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A possibilidade de inserir aplicações sociais no seu perfil do Facebook é fantástica. Muitas possibilidades se abrem e um novo paradigma começa a ser criado. Mas tudo tem seu preço. A complexidade tem seu preço.

As aplicações do Facebook, em sua grande maioria de carácter lúdico competem diretamente com aspectos sociais do site (scraps, fotos e vídeos). Nas atualizações da home, por exemplo, milhares aplicações de jogos competem diretamente e de igual para igual com meia dúzia relacionadas diretamente a scraps e fotos, o coração da socialização em redes sociais. Não era de se esperar menos do que a retração da socialização no Facebook. Os joguinhos matam a socialização do Facebook. O resultado é que o Facebook não é tão bom para se socializar online, como são o Orkut e o Myspace.

Não estou dizendo que esse mercado lúdico não seja interessante, é enorme, mas é muito mais frágil que o mercado de socialização. Todo mundo precisa de socialização em um nível mais básico do que as brincadeiras e jogos.

Acho que é possível, dentro de algum limite, ser complexo e parecer simples o suficiente. Veja o Microsoft Word, por exemplo, com milhares de funcionalidades ainda consegue manter o software utilizável por uma pessoa que quer fazer um simples texto. No Facebook quem quer apenas socializar, tem dificuldades. Espero que com o OpenSocial, o Orkut não siga o mesmo caminho…

Agora um vídeo interessante que está rolando por ai …

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=3ZzP_69ZTFk]

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A inteligência coletiva é conservadora

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Em tempos de Web2.0 muito se fala de inteligência coletiva e sabedoria da mutidões. Realmente, uma construção sem precedentes de conhecimento vem sendo produzida e compatilhada, com uma qualidade indiscutível. Basta citar o maior caso da atualidade: a Wikipedia.

Entretanto, a inteligência coletiva não é capaz de inovar. As sementes da inovação, a criatividade, a loucura, o aleatório, o nonsense, não estão fortemente presentes na inteligência coletiva. A sabedoria das multidões é muito boa em otimizar sistemas, desenvolver sistemas racionais, documentar e aproveitar ao máximo o senso comum, prover e desenlvolver idéias tidas como corretas. Mas idéias malucas fora do senso comum são descartadas pelo coletivo pois, a princípio, não são corretas.

Como seria um quadro desenhado e revisado por diversos pintores do mundo inteiro ? Talvez fosse tecnicamente perfeito. Mas estaria a altura de um picasso ? Hoje, o grande adversário da inteligência coletiva são a criatividade e inovação, que contam com uma grande arma mágica: o inesperado.

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Design do myspace é muito bom

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Todo mundo fala da feiura indiscutível do Myspace. Vou fazer um papel aqui quase suicida, onde defendo que o design do Myspace é muito bom.

Meu argumento é que design bom é design que funciona. Simples assim. Então por esse ponto de vista, um design feio, horrível, mal organizado, que não passaria em qualquer teste de usabilidade pode ser um bom design. Meu pensamento é esse, e parece ridículo até para mim.

Mas vamos olhar as coisas de outro ponto de vista. O design feio e desorganizado do Myspace não teria ajudado a reforçar o senso de comunidade, caos e desorganização do conteúdo gerado pelo usuário, dando personalidade e pessoalidade às suas páginas ? Também, não teria sido seu bug no design que permitiu que as pessoas alterassem cores e formatos em suas páginas e permitindo que superasse o então líder Friendster ? Além disso, não foi esse mesmo design horripilante e deorganizado que contribuiu para que o Myspace se tornasse uma plataforma de improvisação, permitindo a criação de perfis de músicos, artistas, filmes e empresas ?

Se sim, então o design do myspace não é um design que funciona ?! Então, o design do myspace é muito bom.

c.q.d.

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