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Generalização é a alma do negócio

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No último Social Media Brasil falei sobre “4 erros estratégicos simples cometidos na criação de redes sociais” (corporativas) e um usuário, via twitter, questionou meu slide  “Não faça o usuário pensar. Ninguém gosta de pensar”, por estar generalizando a questão.  Achei ótimo, pois era exatamente disso que eu estava falando: generalização como estratégia para executar projetos de sucesso.

O que a maioria de empreendedores e criadores de produtos procuram é escala. Um modelo de negócios que tenha escala permite crescer o faturamento sem crescer a estrutura na mesma proporção.  Um produto é, em essência, uma tentativa de se conseguir escala, desenvolvendo-o apenas uma vez e replicando-o sem custos adicionais. E como se consegue escala ? Generalizando.

A generalização é o resultado da descoberta de padrões que são comuns a um grupo de pessoas ou processos. Aí você tem uma possibilidade de ganho de escala. E esse então deve ser seu foco, atender a essas pessoas. A quem eventualmente não se aplicar não importa.  Deixar de generalizar pode ser um erro muito grave.

Por isso, repito mais uma vez: não se deve tentar agradar a todas as pessoas a todo o momento. Pelo menos criando negócios e produtos de Internet.

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Case Blogblogs: a web colaborativa é perigosa

A liberdade e colaboração na web é como um megafone. Para ações bem realizadas, a colaboração funciona como um propulsor para levar sua mensagem ao número máximo de pessoas. O problema é quando as ações não saem exatamente como esperado e não são bem aceitas pelos usuários. Aí fica extremamente perigoso, pois o poder de destruição da web também é muito grande.

O caso BlogBlogs está ocorrendo exatamente nesse momento (10 Dez 2008, 11:30). Como estratégia de divulgação do novo site, foi colocada uma tela de manutenção que simulava o site hackeado, um aviso de que aquilo era brincadeira e um link que levava a um live stream do escritório da empresa.

O problema é que muita gente não gostou. Não vou entrar no mérito de julgar a ação, mas o fato é que muita gente não gostou nem um pouco. E aí começaram uma série de comentários no twitter e no livechat destruindo a credibilidade do Blogblogs. O negócio ficou feio. No chat, muitos xingamentos, brigas. No twitter, muitos criticando a ação e alguns até prometendo retirar os widgets dos seus blogs.

Diante disso, temos que repensar alguns fatos, antes de lidar com estratégias arriscadas na web 2.0:

1. Existem evangelizadores assim como existem “destruidores” (trolls). Reclamar não adianta, você deve lidar com o fato. Procurar fazer algo que incentive os evangelizadores e acalme os “destruidores”.

2. Ações não funcionam para todos os grupos de pessoas(usuários). A ação do BlogBlogs não foi bem entendida por todos que visitaram o site. Claro, pois quem mais acessa o site são leitores e não blogueiros. E o leitor em geral não entendeu. Então você atingiu a todos os usuários (eventualmente retirando credibilidade do serviço) e esperando atingir pequena parte deles.

3. Destruir é mais fácil que construir. Uma ação que tem um risco igual de ser destrutiva e construtiva, deve cair no lado destrutivo.

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Porque a colaboração está virando uma bolha

Momentos de extrema euforia em torno de algum assunto ou tendência criam bolhas, ou seja, o otimismo se torna tamanho que o investimentos nessas iniciativas se torna irracional. Infelizmente isso está acontecendo em relação a colaboração na web2.0.

Todo mundo está acreditando na colaboração, de modo sistemático e cego, como se fosse algum tipo de mágica que, a partir do nada, coisas maravilhosas acontecem. Não é bem assim. Colaboração acontece em momentos e ambientes bem propícios e específicos. Não é uma das maiores facilidades, mas uma das maiores dificuldades da web 2.0.

Algums mitos da colaboração:
- colaboração dá lucro naturalmente.
- colaboração acontece naturalmente e cresce exponencialmente em sistemas desenvolvidos para isso.
- funcionalidades colaborativas = colaboração
- todas as pessoas vão colaborar, se puderem

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Comunicação, colaboração e agilidade

Se eu fosse resumir métodos ágeis em poucas palavras seria: “comunicação, colaboração e agilidade”. Isso que dizer: se você não está comunicando-se bem, está errado. Se não está colaborando, está errado. Se está lerdo, preso a processos, também.

Nas última década arquitetos e times de programadores de software têm entendido que para construir produtos realmente relevantes, é necessário uma abordagem diferente do que vinha sendo aplicado nas décadas anteriores. Produtos são organismos que precisam de constante mudança, colaboração e comunicação constante de usuários e time de desenvolvimento e, acima de tudo, serem funcionais. Em tempos onde as empresas precisam inovar, se adaptar e colaborar interna e externamente, entregando resultado, tem tudo a ver.

As 4 bases do manifesto ágil, que podem ser aplicadas a empresas:

Individuals and interactions over processes and tools

A criação, reflexão e visão vs Processos engessados.

Working software over comprehensive documentation

Entregar valor vs Plano de negócios e pesquisas de mercado.

Customer collaboration over contract negotiation

Engajar/Colaborar vs Contratar/Vender/Cobrar

Responding to change over following a plan

Responder às mudanças vs Seguir o plano original

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Empresas ágeis

Software é muito parecido com empresas. Em tempos de necessidade de inovação constante, mudanças abruptas de mercado em espaços curtos de tempo, se aproxima ainda mais. Usar a experiência trazida pelo mundo do software lidando com projetos de modo ágil, para o mundo da gestão é um caminho natural, mas que poucas empresas parecem estar seguindo.

Foi essa a conversa que tive com o Diego, há algum tempo atrás, quando ele me disse que havia lido uma matéria sobe o assunto na HSM Management.

O mundo do software tem sido revolucionado com o surgimento dos chamados métodos ágeis de desenvolvimento. Software de melhor qualidade, voltado a criar valor para pessoas e principalmente, a mudar frequentemente está sendo cada vez mais realidade. E por que empresas assim também não são possíveis ?

No próximo post, um pouco mais sobre a filosofia dos métodos ágeis e porque é tão difícil implementá-los em equipes acostumadas com o paradigma antigo. Nos softwares e nas empresas

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Onde começar sua aplicação web 2.0

Da série gráficos auto-explicáveis:

Onde começar sua aplicação web 2.0

Onde começar sua aplicação web 2.0

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Nicho sem modelo de negócios é fria

Existem 2 estratégias para negócios da web 2.0:

- Fazer um serviço geral, que pode ser Top500 algum dia e esperar para desenvolver o modelo de negócios futuramente, usando a relevância conquistada. (Google, Youtube, Myspace).

ou

- Fazer um serviço de nicho, que nunca vai ser um Top500 e desenvolver um modelo de negócios agora. (37signals, Yammer).

Entretanto, o que mais aparece é:

- Um serviço de nicho, que nunca vai ser um Top500, sem modelo de negócios e querendo estar no Top500.

Parece simples, mas são poquíssimos projetos que conseguem ter relevância, modelo de negócios e a abrangência necessária.

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Yammer

Acompanhei algumas das palestras do TC50, algumas em vídeo, algumas via o blog do Daniel Heise. Um dos serviços que me impressionei foi o Yammer. Logo de cara pareceu ser um bom negócio, primeiro, porque já tem um modelo de negócios claro e sensato e, segundo, porque é relevante.

Relevante

O Yammer é um “twitter corporativo” muito bem implementado, baseado no domínio de email dos funcionários. É muitíssimo simples entrar, convidar colegas de trabalho e integrar a ferramenta com seu Gtalk, Msn ou também com uma aplicação Desktop. É relevante porque consegue de maneira eficiente ajudar em um dos maiores desafios das empresas hoje: comunicação.

Modelo de negócios definido

É interessante, pois tem um modelo de negócios já definido, como os serviços da 37signals: para quem quiser uma versão bonita, personalizada, paga US$1 por usuário cadastrado ao mês. Simples.

E não pode ser substituído pelo twitter, pois as informações contidas ali, compartilhadas com os colaboradores da empresa, são privadas. Além disso o twitter é claramente voltado a comunicação geral e entretenimento.

Na verdade esse é um gancho para o próximo post, no qual vou falar do porquê dessa combinação (relevância e modelo de negócios) não ser comum nos negócios que estão surgindo na web 2.0.

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Chrome é briga de gente grande

Tem gente que acredita em qualquer coisa. O Google disse que a intenção do Google Chrome é deixar a navegação mais rápida, para assim as pessoas fazerem mais buscas e ele lucrar mais. Que ele (o Google) vive da Internet e por isso ele quer fazer da rede um lugar melhor, mais seguro e mais rápido para seus usuários. Essa eu não engulo. Não dá. Talvez essa seja a proposta de valor do software, mas as intenções do Google são beeemmmm diferentes.

Nos próximos anos vamos ver uma grande batalha. Todo mundo quer ser a nova Microsoft.

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Liberdade na Internet Brasileira

Alguns estão gritando por , mas a blogosfera ainda não tem se mobilizado a respeito disso, que é algo que pode mudar a Internet no Brasil: o projeto de lei do Senador Eduardo Azeredo. A petição online contra o projeto alerta que ele pode proibir inclusive redes P2P, bloquear o avanço de redes Wi-Fi e exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso.

A petição online pelo VETO do projeto está disponível em: http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html

Quem vive a Internet todos os dias, o que claramente não são os engravatados de cabelos brancos de Brasília, deve claramente entender que, embora a intenção seja legítima, os pontos abordados significam controle da Internet, algo de quem ainda não entendeu esse novo mundo. Já assinei.

Postem também. A favor ou contra, mas postem.

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