Facebook não passa de um joguinho

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A possibilidade de inserir aplicações sociais no seu perfil do Facebook é fantástica. Muitas possibilidades se abrem e um novo paradigma começa a ser criado. Mas tudo tem seu preço. A complexidade tem seu preço.

As aplicações do Facebook, em sua grande maioria de carácter lúdico competem diretamente com aspectos sociais do site (scraps, fotos e vídeos). Nas atualizações da home, por exemplo, milhares aplicações de jogos competem diretamente e de igual para igual com meia dúzia relacionadas diretamente a scraps e fotos, o coração da socialização em redes sociais. Não era de se esperar menos do que a retração da socialização no Facebook. Os joguinhos matam a socialização do Facebook. O resultado é que o Facebook não é tão bom para se socializar online, como são o Orkut e o Myspace.

Não estou dizendo que esse mercado lúdico não seja interessante, é enorme, mas é muito mais frágil que o mercado de socialização. Todo mundo precisa de socialização em um nível mais básico do que as brincadeiras e jogos.

Acho que é possível, dentro de algum limite, ser complexo e parecer simples o suficiente. Veja o Microsoft Word, por exemplo, com milhares de funcionalidades ainda consegue manter o software utilizável por uma pessoa que quer fazer um simples texto. No Facebook quem quer apenas socializar, tem dificuldades. Espero que com o OpenSocial, o Orkut não siga o mesmo caminho…

Agora um vídeo interessante que está rolando por ai …

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=3ZzP_69ZTFk]

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Empreendedores 2.0 no Brasil

Captei alguns vídeos gravados no StartupCamp, através do Gafanhoto, onde os empreendedores dos principais serviços web 2.0 estão falando sobre seus produtos em um espaço curto de poucos minutos (ou segundos). É uma ótima oportunidade de conhecer quem está por trás de todas essas ferramentas:

BlogBlogs

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=CCq2ZVmioHI]

[Update] Boo-box

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=xFzOyJeC5ew]

Videolog

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=BF7LV9jHbn8]

Aprex

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=vbHb1opiok4]

Pagestacker

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=naMbkDkX3gw]

Boombust e Coworkers

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qLLxAzOUVVM]

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Internet não combina com Publicidade

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Recentemente, em um aquecimento para o Proxxima 2008, houve uma discussão sobre modelos de mídia (como canal de publicidade) que os blogs poderiam adotar. Acho que a publicidade online pode dar uns trocados, mas que não será, nos moldes atuais, interruptiva, o futuro do marketing online.

Cada vez mais pessoas usam internet, por muito mais tempo do que ouvem rádio ou assistem TV. Mas mesmo assim, a fatia de investimento em publicidade na internet é muito baixa, menor que a de rádio, quase 5%. Isso é um contrasenso, mas pode ser explicado muito facilmente: basta olhar seu filhinho de 13 anos acessar a internet. Ele não clica em anúncios, nem você. Os usuários de internet foram criados sob um modelo livre, de escolha, e repulsa a publicidade online. A interrupção da publicidade que funciona muito bem em outras mídias, não funciona na internet. Por isso os links patrocinados fazem sucesso, pois entenderam que o momento em que o usuário está propenso a ser atingido por publicidade é quando está buscando algo. Só. Por enquanto.

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Mídia online definitivamente em alta

Ou: mídia offline definitivamente em baixa.

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Saiu na Reuters do ultimo dia 29: “Nearly 70 percent of Americans believe traditional journalism is out of touch, and nearly half are turning to the Internet to get their news, according to a new survey.”

São números assustadores. Imagine agora como estão os veículos de comunicação offline diante dessa transformação. Em Novembro, o Grupo Estado lançou o limão, resultado de um investimento de R$50 milhões no primeiro ano, uma tentativa desesperada de entrar de cabeça nesse novo mercado.

Estamos todos diante do dilema da inovação.

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A inteligência coletiva é conservadora

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Em tempos de Web2.0 muito se fala de inteligência coletiva e sabedoria da mutidões. Realmente, uma construção sem precedentes de conhecimento vem sendo produzida e compatilhada, com uma qualidade indiscutível. Basta citar o maior caso da atualidade: a Wikipedia.

Entretanto, a inteligência coletiva não é capaz de inovar. As sementes da inovação, a criatividade, a loucura, o aleatório, o nonsense, não estão fortemente presentes na inteligência coletiva. A sabedoria das multidões é muito boa em otimizar sistemas, desenvolver sistemas racionais, documentar e aproveitar ao máximo o senso comum, prover e desenlvolver idéias tidas como corretas. Mas idéias malucas fora do senso comum são descartadas pelo coletivo pois, a princípio, não são corretas.

Como seria um quadro desenhado e revisado por diversos pintores do mundo inteiro ? Talvez fosse tecnicamente perfeito. Mas estaria a altura de um picasso ? Hoje, o grande adversário da inteligência coletiva são a criatividade e inovação, que contam com uma grande arma mágica: o inesperado.

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RSS para as massas é um fracasso

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Já disse isso pessoalmente a alguns blogueiros em barcamps, blogcamps, etc.

Muita gente já tentou explicar para muita gente o que é RSS. Não adianta, um usuário comum não vai entender. XML? URL? RSS? ATOM? FEED? Esqueça. Sob esse ponto de vista e considerando a utilização proporcional do RSS entre os usuários de internet, em vários anos de existência, não tem como considerar o RSS um sucesso de utilização em massa. E nunca vai ser, da maneira com que é “vendido” hoje. Sucesso é “email”, “orkut”, “site”, “fórum”.

Feeds são infraestrutura e não ferramentas. São a base tecnológica que pode servir para a construção de um conceito, de acompanhar acontecimentos de modo descentralizado. Os “feeds” (atualizações dos amigos) do Orkut e Facebook são bons exemplos de implementação do conceito, que poderia utilizar RSS ou ATOM como infraestrutura.

Por esse motivo os próximos navegadores devem vir com um suporte que permita utilizar essa base tecnológica. Um botão “acompanhar atualizações dessa página” com uma barra lateral que mostra essas atualizações de modo simples, poderia ser uma opção. Mas sai pra lá com essa de “RSS”, “FEED” e cia ltda.

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Steve Johnson no roda viva

Steve Johnson vai estar no roda viva do dia 01 de março 25 de fevereiro, segunda feira, na cultura, às 22:40.

É ele que está dizendo por aí que os jovens estão ficando mais inteligentes por causa dos jogos e da internet.

Um trecho da entrevista:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eAaMv6cxurs]

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Os mitos da Web 2.0

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1. Na Web 2.0 todos geram conteúdo

Mentira. Na web 2.0, 1% gera conteúdo, 10% interage, e 89% apenas consome. Estou cansado de ver sistemas que esperam que todos usuários interajam de alguma forma. Além disso 1% das pessoas é muita gente.

2. Na Web 2.0 as pessoas gostam de se ajudar.

Mentira. As pessoas interagem por motivos pessoais, seja um por reconhecimento ou por um ganho específico pessoal. Não espere que elas façam algo sem a esperança de ganharem algo em troca.

3. Na Web 2.0 o segredo é o mercado de nicho.

Mentira. Os grandes players da Web 2.0, com algumas exceções, não são exatamente de mercados de nicho. Para atacar nichos, deve-se escolher uma cauda longa o suficiente para se ter alguma escala. Criar uma comunidade para “pescadores do mar mediterrâneo” não vai resultar no novo Google.

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Design do myspace é muito bom

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Todo mundo fala da feiura indiscutível do Myspace. Vou fazer um papel aqui quase suicida, onde defendo que o design do Myspace é muito bom.

Meu argumento é que design bom é design que funciona. Simples assim. Então por esse ponto de vista, um design feio, horrível, mal organizado, que não passaria em qualquer teste de usabilidade pode ser um bom design. Meu pensamento é esse, e parece ridículo até para mim.

Mas vamos olhar as coisas de outro ponto de vista. O design feio e desorganizado do Myspace não teria ajudado a reforçar o senso de comunidade, caos e desorganização do conteúdo gerado pelo usuário, dando personalidade e pessoalidade às suas páginas ? Também, não teria sido seu bug no design que permitiu que as pessoas alterassem cores e formatos em suas páginas e permitindo que superasse o então líder Friendster ? Além disso, não foi esse mesmo design horripilante e deorganizado que contribuiu para que o Myspace se tornasse uma plataforma de improvisação, permitindo a criação de perfis de músicos, artistas, filmes e empresas ?

Se sim, então o design do myspace não é um design que funciona ?! Então, o design do myspace é muito bom.

c.q.d.

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Brainstorm não funciona

Walter Longo, mentor de inovação da Newcomm, antenadíssimo e muito experiente, em uma entrevista comentou sobre o uso do brainstorm como modo de criação. Tenho a mesma opinião que ele: se uma equipe é chamada desavisada para um brainstorm, não funciona.

Aqui está porque:

1. As pessoas precisam de tempo para pensar.


2. As pessoas têm dificuldade em dizer tudo o que pensam em público. Ainda mais em uma posição fragilizada em que não puderam organizar previamente suas idéias.


3. As pessoas ou pensam ou ouvem.


4.As pessoas não conseguem formular rapidamente contra-argumentações racionais para suas inquietações.

    Brainstorm funciona melhor se houver um tempo prévio para que todos possam pensar e articular suas idéias. Aí então se são expostas as idéias e todo o processo anda, de forma mais construtiva.

    [OFF]

    - Fui nomeado um dos Top empreendedores da blogosfera brasileira. Obrigado!

    - O Meiobit fez um apanhado de fotos de onde os blogueiros trabalham. Ficou muito legal.

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