
É comum ouvir grandes organizações vangloriarem-se de produtos “inovadores”, quando na verdade não passam de progressões tecnológicas ou otimizações. Onde está a última inovação da microsoft ?! Surface ?!?! Rárá.
Inovações mudam e criam mercados. Quem imaginaria que, dentre tantos mp3 players existentes há alguns anos atrás, poderia criar-se um aparelho com formato proprietário, sem tocador de rádio e mesmo assim levar a loucura milhões de consumidores ? Steve Jobs imaginou.
Para onde uma pesquisa de mercado levaria uma empresa que desejasse entrar no mercado de mp3 players ? Com certeza, à criação de um aparelho com trocentos gb de armazenamento, recepção de rádio, talvez TV, compatível com diversos formatos e “muito mais”. Inovação zero.
A verdade é que os pessoas não sabem o que querem. Quando questionados sobre melhorias ou diferenciais desejados em um determinado produto, provavelmente repetirão tudo o que já conhecem com um “mais” frente: “Mais memória”, por exemplo. Ou reclamarão sobre algo que já existe ou falta no produto. Ou seja, idéias inovadoras não saem da cabeça dos consumidores.
Uma idéia inovadora nasce de uma necessidade oculta, percebida por quem vai muito além de uma pesquisa de mercado, se insere, imagina ou vive o dia-a-dia dos consumidores, com uma boa dose de intuição.